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REFERÊNCIA : MTM.2024.0289.0429












- OBJECT_HEIGHT : 310 mm
- OBJECT_WIDTH : 250 mm
- OBJECT_LENGTH : 570 mm
- OBJECT_WEIGHT : 2500 g
- OBJECT_REF : MTM.2024.0289.0429
- OBJECT_NAME_PT : Censor
- EVENT_NAME_PT : A menina que pintava pássaros
- OBJECT_TYPOLOGY_PT : marioneta / manipulação direta / mesa
- OBJECT_DATE : 2024
- OBJECT_STORAGE_REF :
OBJECT_MATERIAL_PT :
corpo/volume | PVC expandido, metais diversoscabeça | monitor, ácido poliláctico
detalhes | Raspberry Pi, assemblagem de máquinas de escrever
pintura | tinta acrílica
controle | teclado numérico
OBJECT_ARTISTS_PT :
- direção artística | Clara Ribeiro
- direção plástica | enVide neFelibata
- consultadoria artística | Migvel Tepes
- criação | enVide neFelibata
OBJECT_DESCRIPTION_PT :
Podemos observar nesta marioneta um conjunto de intenções que fazem parte daquilo que depois é apresentado como leitura ao público. Agrega uma componente animalesca, assemelhando-se a um ser de quatro patas que caminha pelo dispositivo cénico, sendo inspirada nos cães-robô, fazendo uma aproximação a uma máquina de guerra e de vigilância.
O rosto desta marioneta é apresentado sob a forma de um ecrã, onde surgem curtos vídeos previamente filmados do rosto parcial de um ator, bem como imagens que refletem estados emocionais, agressivos, de contraste, de austeridade e de raiva. Esta marioneta possui um dispositivo que permite ao manipulador selecionar os vídeos apresentadas, sendo, portanto, uma manipulação com qualidades completamente diferenciadas dependendo dos objetivos da cena.
Do interior desta marioneta surge um pequeno ‘drone’, que sobrevoa o público transmitindo o primeiro objetivo para o qual estes ‘drones’ foram criados, ou seja, máquinas de guerra.
As patas do personagem são compostas por tesouras e por um lápis azul que vai desenhando sobre o papel da cenografia, numa equiparação com o lápis azul, utilizado pela PIDE, na censura de textos e documentos que não iam ao encontro das diretivas do regime fascista. Regime que se empenhava em manter o conformismo ideológico e moral através da supressão de informações e da manipulação da linguagem. A ação de cortar, rasgar e riscar reflete a violência subjacente à censura, que remove pedaços da verdade.
A metáfora da tesoura sugere a dualidade da figura do Censor: por um lado têm o dever de proteger a moralidade e a ordem social; por outro, essa proteção implica frequentemente a supressão da liberdade de expressão e da liberdade artística. As patas em forma de tesoura, assim como o lápis azul, simbolizam a capacidade de rever, alterar e eliminar qualquer material que seja considerado perigoso. O azul assume uma conotação negativa neste cenário.
DOWNLOAD :
CONDITION REPORT 3.7 MBARQUIVO IMAGEM 57.4 MB
MODULAE 52.1 KB