ACERVO > Teatro e Marionetas de Mandrágora

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REFERÊNCIA : MTM.2023.0269.0233

MTM.2023.0269.0233
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MODULAE MTM.2023.0269.0233
  • OBJECT_HEIGHT : 1500 mm
  • OBJECT_WIDTH : 480 mm
  • OBJECT_LENGTH : 430 mm
  • OBJECT_WEIGHT : 7370 g

OBJECT_MATERIAL_PT :

corpo/volume | ferro, madeira
cabeça | pasta de papel
mãos | madeira
pintura | tinta acrílica
articulações | fita de nylon, íman

OBJECT_ARTISTS_PT :

  • direção artística | Filipa Mesquita
  • direção plástica | enVide neFelibata
  • criação | enVide neFelibata

OBJECT_DESCRIPTION_PT :

A estrutura que suporta as marionetas possui um conjunto de rodas que permite a deslocação pelo espaço cénico, mas acionando um pequeno gatilho a estrutura baixa dando a sensação da marioneta se sentar à mesa que constitui um elemento central da cenografia.

A Marioneta desloca-se durante a representação ficando em situação de sombra aliada à sombra projetada da manipuladora que utiliza os rostos ampliando-os ou reduzindo-os e intensificando a carga dramática do espetáculo.

A cabeça da marioneta tem o seu rosto parcialmente definido, sendo que o restante crânio é demarcado por uma estrutura de metal. Este facto advém da escolha de apenas imprimir ao público uma parte da personagem, deixando o restante como que num estado embrionário da sua criação. Esta decisão prende-se com a ideia, de que no espetáculo estas personagens se apresentam incompletas, em específico esta personagem que muda de nome consoante as cenas, interligando-se na sempre presente intenção de continuar uma viagem, cujo fim é incerto. A cabeça da figura é manipulada em conjunto com o busto desta, também ele estruturado numa base de metal, deixando-se perceber as transparências, os vazios, restando apenas as mãos e braços, também em estrutura de madeira visível. As mãos partiram de teclas de piano, de um piano destruído que foi reaproveitado.

A marioneta possui no pescoço um forte íman que permite que a sua cabeça fique conectada ao corpo, com apenas os braços pendidos, podendo a manipuladora abandonar a marioneta deixando-a numa posição estática, mas viva e ouvinte ou até mesmo escultórica. Esse mesmo íman permite que a cabeça da marioneta seja amovível e manipulada independente do corpo.


OBJECT_CONTEXT_PT :

Este espetáculo parte de um livro escrito no diálogo entre a atriz-manipuladora e o escritor e imediatamente após a sua criação tomou-se a decisão de o fazer subir à cena.

Existe aqui uma relação realista com o facto das marionetas estarem a beber chá no interior de uma casa onde todo esse movimento e ação é uma simbologia emocional que invade as próprias personalidades e se contagia nas opções plásticas da cenografia e marionetas que possuem assim a matéria-prima totalmente à vista do espetador, indiciando esse sentido metafórico.



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CITAÇÃO :

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